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Desde a sua criação, o BRICS tem expandido suas atividades em duas principais vertentes: (i) a coordenação em reuniões e organismos internacionais; e (ii) a construção de uma agenda de cooperação multissetorial entre seus membros.
 
Com relação à coordenação dos BRICS em foros e organismos internacionais, o mecanismo atua com notável destaque nas esferas da governança política e econômico-financeira. Desde suas primeiras reuniões, o agrupamento chama atenção para a necessidade de uma governança global mais justa e menos assimétrica. Os esforços do grupo foram bem-sucedidos na reforma das instituições de Bretton Woods e na consolidação de instituições complementares de governança econômico-financeira, notadamente, o Novo Banco de Desenvolvimento e o Arranjo Contingente de Reservas. No âmbito das Nações Unidas e de suas agências especializadas, os países do BRICS têm coordenado posições na Organização Mundial da Saúde e na defesa da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), entre outras. O BRICS tem sido, assim, importante mecanismo de defesa do multilateralismo. Ao mesmo tempo, os BRICS aprofundam seu diálogo sobre as principais questões da agenda política internacional.
 
Atualmente, a cooperação intra-BRICS abrange mais de 30 áreas, como saúde, ciência e tecnologia, energia, agricultura, cultura, espaço exterior, governança e segurança da internet, previdência social, propriedade intelectual e turismo.
 
Entre as vertentes mais promissoras do BRICS, destaca-se a econômico-financeira, tendo sido assinados dois instrumentos de especial relevo na VI Cúpula do BRICS (Fortaleza, julho de 2014): os acordos constitutivos do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) – voltado para o financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em economias emergentes e países em desenvolvimento –, e do Arranjo Contingente de Reservas (ACR) – destinado a prover apoio mútuo aos membros do BRICS em cenários de flutuações no balanço de pagamentos. O capital inicial subscrito do NBD foi de US$ 50 bilhões e seu capital autorizado, US$ 100 bilhões. Os recursos alocados para o ACR, por sua vez, totalizarão US$ 100 bilhões.
 
Em 2019, o Brasil terá a presidência de turno do BRICS. Dessa forma, as cerca de cem reuniões, nas mais de 30 áreas de cooperação setorial, terão lugar em diversas cidades do país. Também o Fórum Acadêmico, o Festival de Cinema do BRICS, o Festival Cultural do BRICS e outros encontros relacionados ao diálogo entre sociedades civis, ocorrerão no Brasil.
 
Em seus dez primeiros anos, o BRICS logrou importantes conquistas no sentido de democratizar a governança global e de gerar benefícios concretos para sua população. A segunda década, que se inicia, deverá ser marcada pelo incremento dessa coordenação em foros multilaterais e pelo aprofundamento da cooperação multissetorial
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